oh lua, lua...
se tu fostes minha, jamais te deixaria largada nesta escuridão negra da noite. haveriam sempre estrelinhas ao teu redor, para que nunca a solidão ousasse se aproximar. nenhuma nuvem seria capaz de cruzar nossos caminhos; os ventos estariam sempre a nosso favor.
se tu fostes minha nada brilharia mais que o teu reflexo no mar. não existiria algo mais encantador para os seres deste mundo que a tua majestosa aparição. nem o mais irracional dos animais estaria imune ao teu encanto.
nem mesmo o sol, dito astro rei, teria coragem de se elevar sobre ti. ele seria mais um a ficar de longe te apreciando. nenhum ser consciente desejaria que o dia raiasse e que tu padeceste no clarão azul.
oh lua, lua...
se tu fostes minha, as noites seriam um eterno deleite da tua presença. só eu seria capaz de nadar no teu reflexo, de me preencher da tua luminosidade.
mas, bella luna, se tu realmente fostes minha, eu jamais perderia meu tempo escrever-te estas palavras. eu seria apenas teu mais fiel admirador, e o mais feliz dos mortais a cada vez que meus olhos pudessem te ver.
mas isso, se tu realmente fostes minha....
terça-feira, 13 de abril de 2010
domingo, 14 de março de 2010
angústia: 1. grande ansiedade ou aflição; ânsia, agonia. 2. grande sofrimento ou atribulação.
você não imagina, mas desde que te dei aquelas certezas, me tomei de uma angústia incurável. uma ansiedade de saber de ti que não me deixa dormir. a aflição de não poder estar ao teu lado pra curar a dor que eu mesma causei. a ânsia de ter o teu abraço apertado, com aquele perfume que me deixa impregnada da tua doçura. a agonia de não ver o teu sorriso brilhar no escuro da noite.
e como isso dói. ah, dói. dói como o ar que me falta a cada suspiro. dói como a ausência da tua luz, do teu brilho estrelar. nada mais parece tão certo quando te vejo e não enxergo você. é uma dor que eu não posso dividir com ninguém. nem mesmo com você. e isso me dói ainda mais.
eu vou sentir muito a sua falta...
você não imagina, mas desde que te dei aquelas certezas, me tomei de uma angústia incurável. uma ansiedade de saber de ti que não me deixa dormir. a aflição de não poder estar ao teu lado pra curar a dor que eu mesma causei. a ânsia de ter o teu abraço apertado, com aquele perfume que me deixa impregnada da tua doçura. a agonia de não ver o teu sorriso brilhar no escuro da noite.
e como isso dói. ah, dói. dói como o ar que me falta a cada suspiro. dói como a ausência da tua luz, do teu brilho estrelar. nada mais parece tão certo quando te vejo e não enxergo você. é uma dor que eu não posso dividir com ninguém. nem mesmo com você. e isso me dói ainda mais.
eu vou sentir muito a sua falta...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
"eu quero a sorte de um amor tranquilo."
é muito simples. eu quero olhar pra você e me apaixonar. quero que você olhe pra mim e se apaixone também. e que daí em diante nós possamos escrever nossa história. quero que nas primeiras semanas a gente descubra quantas coisas em comum nós temos e quantas coisas divertidas nós poderemos fazer juntos, mesmo sabendo que, pra ser divertido só basta o 'juntos'. as coisas divertidas são dispensáveis. quero viajar com você pra um lugar paradisíaco e la descobrir que a nossa pousada não tem mais quarto pra nós, mas que nós teremos humor pra pegar o dinheiro de volta e procurar uma outra. quero que você um dia me leve no seu lugar preferido e diga que sempre sonhou em levar alguém lá e que esse alguém fui eu. quero que um dia você grite feio comigo porque eu gritei feio com você, e que depois de tantos gritos a gente se olhe e descubra que não temos razão pra tudo isso. um beijo resolveria muito melhor. quero odiar um dos seus amigos, quero que você odeie um dos meus, quero que você faça coisas que me irritam e que saiba fazê-las pra me deixar com tanta raiva que sinta vontade de te bater. é sinal de que eu te amo muito. quero um dia sentir que você tem muito ciúmes de mim, quero que você perca a pose, a noite, o dia pensando em besteira por minha causa. e que depois eu possa te mostrar que nada disso faz sentido, por mais que eu adore a sua carinha de raiva. eu quero ir ao estádio, ficar de mãos dadas com você. eu com a camisa do tricolor e você com aquela camisa ridícula do seu time. quero que nossos times se enfrentem, que o meu ganhe - é claro - e que você ainda me beije por isso, ali, no meio de todo mundo. quero odiar o seu programa favorito só porque é na mesma hora do meu e que eu saia do quarto pra assistir na sala e você venha atrás de mim de vez em quando ou eu fique na cama com você as vezes. quero que as vezes você me traga presentes, que chore no meu ombro, que me confesse um desejo, um erro, uma fraqueza, um medo. quero chorar horas a fio nos teus braços, dormir e acordar com você ainda ali do meu lado. quero que - com excessão dos que odiamos - tenhamos muitos amigos. os meus, os seus e os nossos. quero te ligar pra saber se vai demorar muito, porque se for eu vou sair com os meus. quero morrer de saudade quando você precisar viajar sem mim ou quando eu for fazer um curso fora. quero achar teu trabalho uma das coisas mais interessantes do mundo só porque é você quem faz. quero que um dia você me olhe simplesmente e diga que ainda me ama como sempre, nem mais nem menos. quero sentir que eu te amo como sempre, nem menos nem mais.
é muito simples. é só isso.
é muito simples. é só isso.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
de como o tempo é senhor de todas as curas ou ausentar-se é risco e sapiência.
como sempre, por mais cética que eu seja, custo a acreditar que algumas coisas acontecem sem um propósito maior. cá estava eu em mais um dos momentos "uma passagem só de ida para o nada, por favor?" quando de repente alguém do outro lado respondeu "para o nada não temos, nem por tempo indeterminado, mas temos uma passagem..." "okay, eu aceito." e aceitei, afinal de contas já não era mais uma questão de escolha. também não era questão de vida ou morte, vai, mas digamos que era uma questão de saúde pública.
arrumei as malas, preparei tudo e embarquei. com certeza esqueci algumas coisas que só vou lembrar quando precisar de uma delas, e talvez ainda dê tempo de pedir um delivery. mas se esqueci é porque não me farão tanta falta assim, se o delivery não entregar no destino, vou sobreviver. "next stop, vegas". ahh, como seria bom. mas é só o refrão da música que esta rolando agora.
ainda não sei o destino que me mandaram nem por quanto tempo vou poder ficar, mas isso não faz diferença pra quem estava indo para o nada. meu desejo não era mesmo conhecer um novo ponto turístico ou visitar parentes e amigos distantes. vim aqui atrás dos meus próprios penhascos, montanhas, cachoeiras, shoppings, bares, etc. tudo o que preciso encontrar só posso procurar em um único lugar, e pode ser em qualquer lugar. got it?
oito dias e a vontade de voltar já me consome. meus vícios ordinários já não aguentam mais não serem saciados. vim aqui atrás de algo que ainda não encontrei e começo a pensar em desistir. não é que eu queira simplesmente desistir, mas é que simplesmente não há respostas que me satisfaçam e eu preciso me conformar com isso. na verdade eu nem sei se há alguma resposta...
é engraçado pensar que me sinto incomodada com essa falta de respostas quando na verdade eu sempre preferi me ausentar das perguntas. nada como um tempo out of the way pra enxergar como as coisas podem ser diferentes. acho que na verdade ainda me sinto atraída por essa falta de respostas.
you know, there's always something between the lines...
como sempre, por mais cética que eu seja, custo a acreditar que algumas coisas acontecem sem um propósito maior. cá estava eu em mais um dos momentos "uma passagem só de ida para o nada, por favor?" quando de repente alguém do outro lado respondeu "para o nada não temos, nem por tempo indeterminado, mas temos uma passagem..." "okay, eu aceito." e aceitei, afinal de contas já não era mais uma questão de escolha. também não era questão de vida ou morte, vai, mas digamos que era uma questão de saúde pública.
arrumei as malas, preparei tudo e embarquei. com certeza esqueci algumas coisas que só vou lembrar quando precisar de uma delas, e talvez ainda dê tempo de pedir um delivery. mas se esqueci é porque não me farão tanta falta assim, se o delivery não entregar no destino, vou sobreviver. "next stop, vegas". ahh, como seria bom. mas é só o refrão da música que esta rolando agora.
ainda não sei o destino que me mandaram nem por quanto tempo vou poder ficar, mas isso não faz diferença pra quem estava indo para o nada. meu desejo não era mesmo conhecer um novo ponto turístico ou visitar parentes e amigos distantes. vim aqui atrás dos meus próprios penhascos, montanhas, cachoeiras, shoppings, bares, etc. tudo o que preciso encontrar só posso procurar em um único lugar, e pode ser em qualquer lugar. got it?
oito dias e a vontade de voltar já me consome. meus vícios ordinários já não aguentam mais não serem saciados. vim aqui atrás de algo que ainda não encontrei e começo a pensar em desistir. não é que eu queira simplesmente desistir, mas é que simplesmente não há respostas que me satisfaçam e eu preciso me conformar com isso. na verdade eu nem sei se há alguma resposta...
é engraçado pensar que me sinto incomodada com essa falta de respostas quando na verdade eu sempre preferi me ausentar das perguntas. nada como um tempo out of the way pra enxergar como as coisas podem ser diferentes. acho que na verdade ainda me sinto atraída por essa falta de respostas.
you know, there's always something between the lines...
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
se para cada vez que eu falasse no teu nome um novo desejo surgisse, não caberiam em mim tantos desejos. mas, se para cada vez que você passasse pelos meus pensamentos um deles fosse realizado, agora eu não teria desejo algum.
há dias em que nada me faria tão bem quanto o cheiro de banho recém tomado da tua pele, ou mesmo os mais profundos anseios dos teu olhos de ressaca que tentam me levar, como os da cigana dissimulada. nada me faria melhor do que a angústia que as tuas palavras insanas me fazem sentir, o calor que me dá quando sinto tua presença, o arrepio de um simples toque teu no meu corpo. o teu descontrole é vital para a minha sanidade e sem ele parece que tudo se transformou em telas mal pintadas de tons pastéis.
já não me servem os mantras que repito na cama antes de dormir tentando não desejar meu maior desejo. tudo que consigo com eles é pensar um pouco mais nos teus traços perfeitamente delineados. sem contar as vezes que te uso pra não temer o silêncio do meu quarto escuro. tua voz ecoa nas paredes geladas a ponto de transformar qualquer condicionador de ar em aquecedor. nada mais pode ser tão quente quanto a tua verdadeira presença, se só por ausência já és capaz de me fazer suar.
tudo isso se transforma em sonho quando finalmente consigo fechar os olhos e dormir. dos mais belos aos mais pecadores, não há um deles em que você não esteja. não há nada que eu goste mais do que tê-los; só então posso te encontrar e realizar os desejos que, durante o dia, atormentam meu corpo e mente.
e, adivinhe: estou indo dormir.
há dias em que nada me faria tão bem quanto o cheiro de banho recém tomado da tua pele, ou mesmo os mais profundos anseios dos teu olhos de ressaca que tentam me levar, como os da cigana dissimulada. nada me faria melhor do que a angústia que as tuas palavras insanas me fazem sentir, o calor que me dá quando sinto tua presença, o arrepio de um simples toque teu no meu corpo. o teu descontrole é vital para a minha sanidade e sem ele parece que tudo se transformou em telas mal pintadas de tons pastéis.
já não me servem os mantras que repito na cama antes de dormir tentando não desejar meu maior desejo. tudo que consigo com eles é pensar um pouco mais nos teus traços perfeitamente delineados. sem contar as vezes que te uso pra não temer o silêncio do meu quarto escuro. tua voz ecoa nas paredes geladas a ponto de transformar qualquer condicionador de ar em aquecedor. nada mais pode ser tão quente quanto a tua verdadeira presença, se só por ausência já és capaz de me fazer suar.
tudo isso se transforma em sonho quando finalmente consigo fechar os olhos e dormir. dos mais belos aos mais pecadores, não há um deles em que você não esteja. não há nada que eu goste mais do que tê-los; só então posso te encontrar e realizar os desejos que, durante o dia, atormentam meu corpo e mente.
e, adivinhe: estou indo dormir.
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