se for pra falar do ontem eu prefiro me calar
e deixar que as memórias falem por si.
que as fotos gritem, que mãos se agitem.
comentar sobre hoje?
nem pensar!
para que tudo seja dito, basta um olhar.
eu sei, e você sabe.
amanhã?
quem dera amanhã fosse ontem
e hoje nos veríamos na próxima esquina.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
encenando:
be-atriz
às
20:57
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aplausos
domingo, 24 de agosto de 2008
sempre sinto saudades quando você sai.
é um vazio que não pode ser preenchido com as coisas que habitam meu quarto.
não posso ouvir meus cds, todas as músicas me lembram você.
não posso ligar a tv, esta na hora do seu programa preferido.
não posso pegar o celular, tenho todas as suas mensagens guardadas e seus números estão por toda a agenda.
não posso escrever, és minha inspiração.
não posso gastar horas no msn, vou ficar esperando você chegar e pensando no porque ainda não chegou.
não posso jogar video game, ja zerei todos os jogos e lembraria de como você odeia todos.
não posso dormir, não consigo.
não posso ler um livro, acabaria achando alguma parte que se parece com você e que deverias ler.
não posso pegar o carro e sair andando sem rumo, meu inconsciente me levaria para a porta da tua casa(e ele ja fez isso antes).
me resta apenas respirar.
mas aí tem uma música que você me escreveu que diz "só enquanto eu respirar vou me lembrar de você".
e minha luta para tentar pensar em algo diferente de você acaba no meu bloco de notas.
encenando:
be-atriz
às
23:02
0
aplausos
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
tantas vezes não entendo o que me dizem, o que tentam me mostrar. achei que era capaz de compreender cada palavra, cada linha do que me era dito. mas não, eu não entendo. eu não consigo. é tudo muito sem nexo pra fazer sentido. como pensar em A, agir como B e sentir como C? eu não consigo digerir o pensamento aristotélico de que há segmentação dentre de um mesmo núcleo. pode até existir, mas não desta forma.
na verdade o que eu não percebia é que, de fato, não há segmentação. é tudo um coisa só. "o corpo quer a alma entende" ou o contrário.
hoje eu perdi para mim.
perdi para o meu próprio corpo.
me olhei no espelho e aceitei minha derrota.
notei que a inquietação da minha própria alma pelo não desejo do meu próprio corpo é a mesma que eu vi diante dos meus olhos e que não pude acalmar. não posso acalmar.
hoje eu perdi pra mim.
e isso dói.
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be-atriz
às
09:35
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aplausos
quarta-feira, 7 de maio de 2008
carne viva.
minhas mãos tremem.
meu corpo vibra, busca algo no vazio.
meus olhos de nada me servem no escuro do meu quarto.
no meu sangue corre ânsia, desejo.
nas minhas costas, suor.
não consigo sentir nada além da embriaguez.
não sinto nem mesmo os cortes mais profundos que ja nem lembro que fiz.
só as lágrimas que correm no meu rosto.
lágrimas que ardem.
não penso.
me sinto como uma única célula pulsante.
uma única célula.
pulsante.
encenando:
be-atriz
às
18:12
2
aplausos
segunda-feira, 5 de maio de 2008
eu tenho uma solidão que é só minha. um vazio que costumo preencher com o que há de mais moderno: ilusão. solidão e ilusão têm a mesma rima, cabem na mesma estrofe, em dois versos seguidos. uma rima simples, mas que se encaixa pefetiamente na minha melodia. e é tão fácil juntar essas duas palavras. como se uma só tivesse seu sentido completo na presença da outra. como se fossem eternas apaixonadas por si.
minha cama é cheia de travesseiros, meu msn cheio de contatos, meus celulares cheios de números. e eu sou cheia de desejos, de vontades, de saudades. cheia de manias, vícios ordinários.
na verdade acho que sou feita de matéria embebida em 'não-matéria'. sou o inverso. sou o de dentro por fora.
carne viva.
encenando:
be-atriz
às
19:35
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aplausos